Tratamento Voluntário da Dependência Química

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Tratamento Voluntário da Dependência Química 2017-06-29T17:54:50+00:00

Tratamento voluntário da dependência química

O tratamento voluntário da dependência química é a forma mais adequada de tratar pacientes que possuem algum tipo de vício. No entanto, ele é feito quando a pessoa ainda possui consciência da sua situação e de maneira voluntária decide receber o atendimento indicado para a sua posterior reabilitação.

Isso costuma acontecer quando o dependente não está com a sua saúde tão abalada e os seus valores não foram totalmente destruídos. Nesse caso, ele consegue perceber que fatos desagradáveis que podem estar acometendo a sua vida são consequência do seu vício, como perda do emprego, separação, brigas e demais problemas interpessoais e em sua carreira.

Para muitas pessoas, pode ser difícil compreender quando uma substância está comprometendo a sua vida, como pode acontecer com o abuso do álcool. Por isso, afirma-se que a dependência acontece quando o uso da droga é tão importante na sua vida quanto outras atividades, como dormir e comer.

É importante entender ainda que as pessoas que se tornam dependentes possuem uma predisposição emocional ou física, mas isso não quer dizer necessariamente que o vício é inerente.

De qualquer forma, além de ser um tratamento com altas chances de sucesso, já que o paciente ter consciência do seu vício e o desejo de melhora são fatores muito importantes para a sua reabilitação, outra vantagem do atendimento voluntário é que o procedimento se torna menos invasivo.

Com isso, o tratamento voluntário da dependência química consegue priorizar o respeito à individualidade do paciente. Outra vantagem é que os resultados obtidos ao final do tratamento se tornam mais duradouros, fazendo com que o risco de recaídas seja menor.

E mais, ao estar consciente da sua condição, o dependente se torna um aliado fundamental do tratamento, podendo ele, inclusive, ajudar a equipe médica a definir quais as terapias que serão mais úteis para o seu caso.

Importância da consciência da dependência

Tratamento voluntário da dependência química

Toda essa consciência a respeito do seu quadro não é apenas em relação ao paciente entender que possui um vício do qual deve se livrar com o atendimento adequado, mas também dele compreender que a dependência esconde questões comportamentais e de conceitos de vida que precisam ser trabalhados.

Ou seja, a dependência química nunca vem sozinha e identificar quais são as questões que a acompanham são fundamentais para compreender a dinâmica do vício do paciente, buscar o melhor tratamento e, assim, aumentar as chances de melhora. Em outras palavras, é possível dizer que uma pessoa não se torna viciada sem nenhum motivo.

Nem sempre essas razões são fáceis de compreender, mesmo para o paciente elas podem estar enterradas em seu subconsciente. Por isso, a necessidade de uma equipe de profissionais capacitados a desvendar as causas da dependência.

Chegando ao amago da questão e compreendendo-a, além de resolver essas pendências, torna-se muito mais fácil eliminar o vício.

Como funciona o Tratamento voluntário

Tratamento voluntário da dependência química

As fases do tratamento voluntário da dependência química se assemelham aos demais tipos de tratamento para pacientes com vício em drogas e alcoolismo. Dessa forma, o processo conta com três etapas fundamentais, são as seguintes:

  • Desintoxicação intensiva
  • Reabilitação individualizada
  • Conscientização quanto à dependência

A principal diferente entre os tratamentos seja ele o direcionado a homens, exclusivo para mulheres, para tratar recaídas ou o tratamento involuntário, embora sempre existam esses três momentos, está em como cada uma dessas fases acontecem.

Os direcionamentos dados dependem das peculiaridades do paciente, do grau de intoxicação e quão profundo foram os danos causados no se físico e no seu emocional e psíquico.

Desse modo, é de extrema importância buscar clínicas de reabilitação que oferecem um atendimento completo, com profissionais capacitados e que integrem uma equipe multidisciplinar.

Nessa equipe deve haver profissionais com diferentes especialidades, entre elas:

  • Médicos (psiquiatra e clínico);
  • Psicólogos;
  • Terapeutas;
  • Terapeutas ocupacionais;
  • Consultores em dependência química;
  • Enfermeiros;
  • Monitores;
  • professores de educação física;
  • entre outros.

Além disso, é importante entender que mesmo sendo muito benéfico o paciente ter consciência do seu vício e desejar passar pelo tratamento, isso não quer dizer que a batalha seja menos árdua. Para todos os dependentes, embora com níveis diversos de dificuldade, o tratamento precisa de muita força de vontade e de um atendimento de qualidade.

Mesmo o paciente voluntário terá as crises de abstinência, que oferecem diversos efeitos colaterais, os quais podem ter que ser tratados com fármacos para tornar a fase de desintoxicação mais tolerável. Após restabelecer fisicamente o paciente chega a hora das sessões de terapia.

Existem muitas técnicas, hoje em dia, para essas sessões, sendo que são eleitas as que vão de encontro às principais necessidades do paciente. Assim, a terapia costuma ser individual e, na sequência, em grupo ou mesmo serem realizadas de maneira conjunta.

A questão é que mais cedo ou mais tarde é preciso que o paciente tenha contato com outros dependentes em reabilitação. Essa aproximação ajuda as pessoas a saberem que não estão sozinhas na luta contra as drogas.

Além disso, colabora com a ressocialização, o que é promovido não só por meio dos grupos de apoio, mas também através de dinâmicas em grupo, atividades lúdicas e mesmo esportivas em alguns casos.

Manutenção do Tratamento voluntário

Tratamento voluntário da dependência química

A manutenção do tratamento voluntário da dependência química se assemelha aos demais tipos de tratamentos, assim, é preciso que mesmo o paciente voluntário tenha o apoio da sua família, amigos e demais pessoas próximas. Saber disso é um grande incentivo e ajuda na prevenção das recaídas que, embora possa ser menos comuns nesses casos, também ocorrem.

No período após o tratamento, é necessário ainda ao reabilitado evitar as situações de risco, o que costuma ser feito ao não frequentar mais os mesmos lugares do tempo que era dependente e de nem mesmo relacionar-se com as mesmas pessoas, inclusive, os locais e indivíduos que podem desencadear um retorno à antiga vida.

É de extrema importância a manutenção do tratamento, porque ao ter a alta do mesmo não quer dizer que a pessoa esteja curada. A dependência química é considerada não só um transtorno psiquiátrico, como também uma doença crônica que pode ser somente controlada. Para tanto, a pessoa não deve mais fazer uso das substâncias que a levaram ao vício.