Internação Involuntária

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Internação Involuntária 2017-06-19T19:07:03+00:00

Internação involuntária

A Internação involuntária faz parte do tratamento de dependência química e alcoolismo e é realizada quando a pessoa que precisa de atendimento não tem condições físicas e/ou psicológicas de tomar uma decisão, devido à gravidade do seu vício.

Embora não seja a modalidade ideal de internação, muitas vezes, é a única alternativa para tratar o paciente.

Isso porque a internação involuntária acontece sem o consentimento do dependente de drogas ou de álcool, em outras palavras, é quando o atendimento médico e psicológico inicia contra a sua vontade.

No entanto, quando ela está colocando em risco a sua vida e a das demais pessoas ao seu redor torna-se o método existente para assegurar a sua vida.

Tratamento Para Dependência Química para HomensDiferente da internação voluntária, que acontece quando é o próprio dependente quem busca tratamento, podendo estar acompanhado de um familiar ou amigo ou mesmo sozinho, a internação involuntária também difere de outra modalidade, a internação compulsória.

É importante entender as diferenças entre elas. A internação involuntária é solicitada por terceiro, que pode ser parente ou amigo do dependente.

Desse modo, a pessoa é resgatada ou removida do local onde está por uma equipe especializada nesse serviço e encaminhada até a clínica. No local, o paciente deve ser avaliado para certificar-se da necessidade de internação involuntária.

Se ela for confirmada, inicia-se o tratamento mais adequado para dependência química ou para alcoolismo. Além disso, sempre que um novo paciente é internado na clínica, de modo involuntário, o médico responsável deve informar isso ao Ministério Público, o órgão que controla essa modalidade de internação.

Isso acontece porque quando a internação é involuntária, se está tirando um direito do paciente, que é o de fazer as suas próprias escolhas. Porém, quando é atestado que ele não está em condições de fazer uma escolha consciente e está colocando a sua vida em risco, é possível a um terceiro solicitar a sua internação.

Nesse caso, existe o respaldo da lei para que a decisão seja protegida. Já a internação compulsória acontece quando é a justiça quem decide pela internação do indivíduo, mesmo que não haja o consentimento de um familiar.

Porém, mesmo assim, o paciente é avaliado para certificar-se da necessidade de internação sem o consentimento do paciente ou de um familiar.

Como funciona a internação involuntária?

Internação involuntária

A internação involuntária está amparada na lei 10.216/2001, que também define as demais modalidades de internação.

No caso da internação involuntária, a única diferença está na forma como o dependente chega até a clínica onde vai ser atendido, sendo que os demais procedimentos são os mesmos a que os outros pacientes são submetidos.

É preciso que ele passe por todas as fases necessárias do tratamento para dependência e caminhe rumo à reabilitação completa, quando terá alta e poderá dar início a sua nova vida.

No entanto, durante o tratamento o mais adequado é que o paciente esteja disposto a receber o atendimento que não consiste apenas na desintoxicação do seu organismo.

Assim como dos demais tipos de internações e posterior tratamento, os aspectos emocionais, comportamentais e psicológicos também são tratados, a fim de ajudar o indivíduo a restabelecer os seus valores.

Não raro, eles são destruídos, à medida que o vício pelas drogas ou pelo álcool se agrava e se prolonga.

Além disso, é muito comum que uma pessoa se torne dependente porque passou por traumas e outros problemas que afetam o seu psíquico. Se isso tiver acontecido, for identificado e tratado, é possível que a reabilitação se dê com maiores chances de sucesso. Isso ocorre porque ao compreender os motivos que levam à dependência tudo ficar mais claro.

E mais, quando a origem do problema é detectada, torna-se viável fazer com que essa razão não afete mais o paciente e, assim, ele pode ter de volta a sua vida, seus valores e se livrar de uma vez por todas do seu vício.

Porém, com um paciente que é internado de modo involuntário, é possível que haja uma maior resistência.

De qualquer forma, a equipe multidisciplinar que a clínica oferece atua em várias frentes com a finalidade de conscientizar o paciente de modo que ele se torne um personagem ativo da sua reabilitação.

Para tanto, a equipe é formada por médicos, psicólogos, enfermeiros, preparadores físicos e outros profissionais.

Há também os terapeutas, que fazem uso das diferentes terapias existentes no tratamento de dependência, as quais podem finalmente promover a colaboração do paciente.

Quando recorrer à internação voluntária?

Internação Involuntária

O vício pelas drogas ou pelo álcool pode causar uma série de consequências para a vida de uma pessoa. Em alguns casos, o dependente pode passar por uma série de acontecimentos, os quais são desencadeados em sequência, inclusive, quando o seu vício já está em uma fase bem evoluída.

Quando isso acontece não é incomum que a pessoa já tenha desfeito a amizade com todos aqueles que não apoiam o seu modo de vida e esteja limitado a conviver com outras pessoas que estejam na mesma situação degradante. Nesse momento, ele pode já ter se separado do seu ou da sua companheira, estar afastado da família, ter perdido o emprego, etc.

Em meio a essa situação é difícil para o dependente ter uma atitude de mudança, por isso, ele pode, cada vez mais, entrar no fundo do poço. Por isso, nesse exemplo de situação e em muitas outras, é possível ter o respaldo da lei para que um terceiro tome a iniciativa de ajudar o dependente a entrar em um programa de reabilitação.

De qualquer forma, é preciso ainda estar atento aos demais aspectos que aumentam as chances do tratamento para dependência ter sucesso. Entre eles, a necessidade do paciente receber o apoio da sua família e das demais pessoas que se preocupam com ele. Isso é extremamente relevante após o tratamento.

Nessa hora, inicia a fase de manutenção, quando, para evitar possíveis recaídas, o melhor é que a pessoa evite também as chamadas situações de risco. Isso significa evitar frequentar os mesmos lugares de quando era dependente, bem como evitar o contato com as mesmas pessoas de outrora.